É o livro do momento e há razőes para isso. «O jogo do mundo - Rayuela» (Cavalo de Ferro), do argentino Julio Cortázar, data de 1963 e chega-nos com mais de 40 anos de atraso, mas a tempo de mostrar por que é considerado obra-prima da literatura do séc. XX.
De tudo o que surpreende na narrativa - e é muito - a estrutura vem na frente. «Rayuela» é um livro com muitos livros dentro: pode ler-se «como habitualmente se lęem os livros e termina no capítulo 56» ou «a partir do capítulo 73, bastando seguir a ordem indicada», explica a Tábua de Orientaçăo.
Na hipótese de leitura saltitante (73, 1, 2, 116...), e vivamente recomendável, há um romance, um tratado filosófico e um arquivo. Há personagens inesquecíveis, Paris e palavras em «gíglico», dialecto dos amantes. «Rayuela» é o jogo perfeito das palavras.